quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Meio ambiente




Ilha das Garças
Por: Eliaro

A ilha das garças recebe este nome, porque todo verão, várias garças chegam à ilha para procriar, ficando de 3 a 4 meses, período e o necessário para construção dos ninhos a início de vôo dos filhotes.
Possui também uma cabana de madeira maciça, sendo uma base de monitoramento da AVIDEPA (Associação Vila Velhense de Proteção Ambiental), pois a Ilha é considerada uma área de reserva ecológica, de acordo com a resolução do CONAMA — Conselho Nacional do Meio Ambiente. Que no período de procriação das garças serve de base para controle e proteção dos animais que ali habitam, alertando e instruindo seus visitantes.
Alguns pescadores levam os visitantes à ilha, por uma pequena quantia, os deixando e com horário marcado retornando para buscá-los. O seu entorno é utilizado para a pesca, sendo a ilha propícia ao turismo contemplativo da marinha. O acesso à Ilha das Garças fica proibido nos meses de reprodução das garças, de janeiro a março, onde existe uma base.
A ilha é avistada da Praia de Itaparica, últimos Quiosques.


Ilha Itatiaia ou do Boqueirão

Formação rochosa voltada para a preservação da andorinha do mar, com vida marinha aparente, a Ilha é monitorada pela AVIDEPA — Associação Vilavelhense de Proteção Ambiental — através do Projeto Andorinhas do Mar. Durante os meses de maio a setembro é a época da desova das andorinhas do mar de bico amarelo (Sterna Eurygnata) e andorinhas do mar de bico vermelho (Sterna hirundinaccea), ficando restrito o desembarque aos técnicos do projeto.
A Ilha de Itatiaia é considerada o maior sítio reprodutivo das andorinhas do mar em todo o Atlântico Sul. Para monitorar a preservação destas espécies, bem como das áreas naturais, os moradores de Vila Velha se reuniram, há quase duas décadas, e formaram uma associação - a Associação Vilavelhense de Proteção ao Meio Ambiente (Avidepa).



Roteiro Barra do Jucu
Antiga Vila de Pescadores, a Barra do Jucu preserva até hoje suas características de vila e o seu folclore, com as Bandas de Congo e a Festa de São Benedito. Durante a festa, o Congo da Barra do Jucu é acompanhado pela procissão percorrendo as ruas da Vila e fincando o mastro em frente a Igreja da Glória com muita música, dança e foguetes. A vila recebeu esse nome pois próximo à foz do rio Jucu,nos finais de tarde, a atração é a revoada das garças boiadeiras. Fazendo parte deste roteiro, além das praias belíssimas da redondeza, está a Reserva Ecológica de Jacarenema, área de preservação de restinga, manguezal, estuário e campos rupestres, que tem grande importância para a Mata Atlântica. O balneário ficou famoso pelo movimento de surfistas – primeiros a enfrentarem o mar agitado junto ao Morro da Concha.


PRAIA DA BARRINHA: Fica na margem esquerda da foz do Rio Jucu, reta e com ondas boas para o surf. A construção da Ponte da Madalena facilitou o acesso à praia através da Vila da Barra do Jucu. É aconselhável evitar a margem do Rio, onde redemoinhos enganam os banhistas A praia é considerada excelente para a pesca.
Localização: Pela estrada velha da Barra do Jucu, margeando parte da Reserva de Jacarenema ou atravessando a Ponte da Madalena na Vila Barra do Jucu.


PRAIA DO BARRÃO: Praia propícia à prática do surf, possui grande extensão de areias brancas e fofas, é reta e adornada por corais tendo o magnífico Morro da Concha ao norte. Possui calçadão e ciclovia. É ideal para a prática de Surf, Body Board e Canoagem sobre as ondas.


PRAIA DA CONCHA: Península contornada pela pedreira que compõe o Morro da Concha. Sem ondas, com águas mansas, é a mais propícia ao mergulho, sendo utilizada para atracagem de pequenas embarcações.
Localização: Partindo da Praia do Barrão, subir o Morro da Concha, por escada até chegar à Praia da Concha.


MORRO DA CONCHA: Elevação rochosa na praia, coberta com restinga. Conta com uma estreita escada pavimentada e um corrimão em toda a sua extensão, a fim de facilitar o acesso e não prejudicar a beleza natural deste, de onde se tem uma vista panorâmica de todo o litoral do município.
Localização: Ao norte da praia do Barrão.


LAGOA DE JABAETÉ: Área de preservação permanente, localiza-se nas proximidades da Barra do Jucu às margens da Rodovia do Sol. Possui uma área de 244 hectares. Sobre suas água, pequenas ilhas de arbustos flutuam e se deslocam a favor do vento. Constitui um ótimo local para a prática da atividade de pesca, banho e lazer. Passou a se chamar Parque Ecológico de Jabaeté com o Decreto Municipal N º 1980/ 82
Localização: Acesso através da estrada Barra do Jucu/ Amarelos a cerca de 6 km


RESERVA ECOLÓGICA DE JACARENEMA: Localizada próxima a Barra do Rio Jucu, possui uma vegetação de restinga de Mata Atlântica ainda em bom estado de conservação. Rica em fauna e flora, cortada pelo rio Jucu, que deságua no mar, provocando o fenômeno das Pororocas em pequenas proporções. Excelente local para pesca, banho e passeios de barco. Possui recantos maravilhosos e escombros jesuíticos. O principal acesso à reserva é o atrativo do Balneário da Baía, próximo à Ponte da Madalena, onde o visitante pode desfrutar de uma belíssima paisagem de todo o rio Jucu, podendo também observar a revoada das garças nos finais de tarde, um belíssimo espetáculo da natureza. Toda a reserva ecológica de Jacarenema é conhecida como Reserva Ecológica Estadual de Jacarenema, conforme Decreto Municipal N º 056/83
Localização: através da Ponte da Madalena

Pontos Turísticos

MUSEU FERROVIÁRIO – situado na antiga Estação Pedro Nolasco da ferrovia Vitória-Minas, no bairro de Argolas, às margens da baía de Vitória foi construído em 1927,como nome de Estação São Carlos e em 1935 passou a denominar-se Pedro Nolasco. Foi inaugurado em 1998 pela Vale do Rio Doce e está sendo mantido pela mesma. Possui um rico acervo de fotos, materiais, objetos, uniformes e a maior maquete ferroviária da América Latina. Após a visita o turista é convidado a conhecer o Café do Museu, um dos mais charmosos da cidade, oferecendo aos visitantes cardápio variado, música ao vivo e ambiente acolhedor

MUSEU HOMERO MASSENA – localizado na Prainha numa casa onde viveu por 23 anos o pintor mineiro que se fixou em terra capixaba. o museu foi tombado pelo patrimônio histórico do Espírito Santo, e lá encontramos quadros e objetos do artista.

CONVENTO DA PENHA: É considerado o principal monumento religioso do Estado e símbolo de devoção a Nossa Senhora da Penha. Oito dias após a Páscoa, fiéis de todo o país se dirigem ao Convento em homenagem à Santa. A origem do culto à Nossa Senhora da Penha teve início em 1558, quando o Frei Francisco Pedro Palácio, vindo de Portugal, chegou em Vila Velha trazendo um painel da Santa. Segundo a versão popular, o quadro teria sumido da Gruta onde o Frei morava e assim indicou o lugar onde deveria ser construído, no alto de um morro de 154 metros.


Praia da Costa
Toda iluminada e calçada, com quiosques onde se pode tomar uma cerveja gelada e comer uns tira-gostos. Fica a apenas 3 quilômetros do centro da cidade. No verão é movimentada dia e noite. É uma das praias frequentadas pelos Canelas-Verdes, denominação dada aos moradores de Vila Velha.

Praia de Itapoã
A preferida dos pescadores de arremesso. A 3 quilômetros do centro. É a continuação da Praia da Costa e também repleta de bares em sua orla, para satisfação dos frequentadores dia e noite. É aberta e inclinada, com ondas fortes, água clara e areia fofa

Praia de Itaparica
Cercada por quiosques, concentra inúmeras promoções de fim de semana. É reta e propícia para a prática do surf. Um recanto encantador, de pequena extensão. Dista 5 quilômetros do centro.É a praia mais frequentada pelos capixabas e canelas-verdes.

Morro do Moreno
Tem 274 metros de altura, conta com local para pesca, rampa para vôo livre, fonte com água mineral, mirantes naturais, com espessa mata virgem à volta; possui três vias de escalada: duas de frente para a Terceira Ponte e uma de frente para a Praia da Costa. Orlado por uma vegetação remanescente de Mata Atlântica, rica em fauna e flora, onde muitas pessoas vao la para tirar fotos ou fazer pequeniques. O morro do moreno é um lugar muito conhecido por jovens e adolescentes, que gostam muito de ir lá.

Igreja Nossa Senhora do Rosário
Construída em 1573, é a igreja mais antiga do estado e a quarta mais antiga do país. Ao seu lado, palmeiras imperiais emolduram o ambiente. Sua fachada, reconstruída no século XVIII, exibe o brasão de Portugal.

Gruta do Frei Pedro Palácios
É um vão formado pela natureza no monte onde fica o Convento da Penha. Segundo alguns historiadores, foi a primeira residência do frei Pedro Palácios. Ao lado da gruta, sobre uma pequena pedra, há uma imagem de Nossa Senhora da Penha.

Culinária

A culinária de Vila Velha é muito boa e os pratos tradicionais de lá são: moqueca capixaba que traz delírio ao povo; a torta capixaba, pois muita gente gosta, e também tem o vinho que é uma bebida muito chique de Vila Velha.

História do Congo

Nos últimos anos o congo tem ocupando cada vez mais, lugar de destaque nos veículos de mídia, e nas discussões entre os artistas e intelectuais. No entanto, são poucas as informações sobre a origem e formação desses conjuntos musicais, que já foram chamados de bandas de índios, bandas de congos, e atualmente bandas de congo. O congo é considerado por estudiosos das tradições populares do Espírito Santo, como uma dança folclórica, por ser um grupo musical de estrutura simplificada, com dançadores e um dirigente (mestre), possui coreografia própria, sem texto dramático, e outras pessoas podem ser incluídas, isto quer dizer: podem participar desta manifestação, que possui características próprias sem igual em outros estados do país.


Festas Tradicionais

Festa de Nossa Senhora dos Navegantes – Realizada no dia 2 de fevereiro em Ponta da Fruta. A imagem da santa é levada em procissão marítima por barcos pesqueiros enfeitados até a capela, que fica no alto de um morro, realizando-se então missas e outros festejos.

Festa da Penha – Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado, tem sua festa em data móvel que ocorre oito dias depois do Domingo de Páscoa. Principal festa religiosa do Estado, reúne grande multidão de fiéis e turistas no convento da Penha e cercanias. No que se refere às atividades religiosas, são celebradas missas no Campinho (no alto da ladeira do convento) e procissão dos homens que, partindo de Vitória, segue em direção ao convento entoando vivas e implorando proteção à Virgem. Recentemente vem se realizando também a procissão das mulheres com saída de Vila Velha para o alto do convento. Outros festejos são realizados com o apoio da prefeitura.

Colonização do Solo Espírito-santense – Comemora-se no dia 23 de maio, data referente
à chegada de Vasco Fernandes Coutinho à sua donatária. É uma festa em que se realizam desfiles militares e de estudantes, além de outras manifestações cívicas. Nesse dia a sede do governo estadual é transferida para Vila Velha.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Folclore



Puxada de mastro (Barra do Jucu) – O mastro é fincado em frente à igreja de Nossa Senhora da Glória, em 27 de dezembro, na festa de São Benedito, e retirado em 20 de janeiro.






Bandas de congo (Barra do Jucu) – Acompanham a puxada de mastro da festa de São Benedito.




Artesanato Redes de pesca, instrumentos musicais das bandas de congo, trabalhos com conchas.

Curiosidades históricas

Localização



Situado na Região Metropolitana da Grande Vitória, possui extensão territorial de 211 km, com relevo plano em média 4 metros acima do nível do mar, possuem clima tropical litorâneo. Ao norte limita-se com a capital, Vitória, ao sul com Guarapari, a leste com o Oceano Atlântico, a Oeste com Cariacica e Viana. Seus distritos são a Sede, a Barra do Jucu, Ibes, São Torquato, Argolas. Localizado na latitude sul de 20º 20 “12" e na longitude oeste de Greenwich de 40 º 17 28". Vila Velha possui atualmente, cerca de 405 mil habitantes.Seu território está dividido em 50% de área rural e 50% de área urbana. Na área rural, produz milho, feijão, mandioca, arroz, café, laranja e bananaSeus limites são: ao norte com o município de Vitória; ao sul com o município de Guarapari; a leste com o oceano Atlântico e a oeste com os municípios de Viana e Cariacica

História


Na terceira década do século XVI, depois da chegada dos portugueses ao Brasil, D. João III, rei de Portugal, para viabilizar a administração da nova colônia americana, dividiu-a em capitanias hereditárias que seriam doadas a homens de sua confiança, geralmente fidalgos, militares ou pessoas de recursos.
Em 1534 Vasco Fernandes Coutinho, nobre português, recebia daquele mesmo monarca a carta de doação e o foral da sua capitania no Brasil, embarcando, no ano seguinte, na nau "Glória" para tomar posse de suas terras. Em 23 de maio de 1535 aportou no local hoje denominado Prainha, na atual cidade de Vila Velha, que ali fica entre os morros da Penha e Inhoá. Como acompanhantes, Vasco Fernandes Coutinho trouxe um grupo de sessenta colonos, entre os quais se encontravam dois nobres bastardos, dom Jorge Meneses e dom Simão Castelo Branco, que vinham cumprir pena de degredo no Brasil.
Com a chegada dos portugueses foram levantadas as primeiras moradias e e foi iniciada a construção de uma capela que daria origem à igreja de Nossa Senhora do Rosário, passando os colonos a se dedicar ao cultivo da terra, ao plantio da cana-de-açúcar e à construção de engenhos. Estabelecia-se, assim, a primitiva vila do Espírito Santo (mais tarde Vila Velha), que por quinze anos seria sede da capitania do mesmo nome.
As dificuldades encontradas nos primeiros tempos e o reduzido número de colonos com que contou o donatário constituíram obstáculos à expansão da colonização, o que levou Vasco Fernandes Coutinho a viajar para Portugal em busca de mais homens e de mais recursos para a sua empreitada colonizadora. À frente da administração deixou dom Jorge Meneses, como seu substituto, isso em 1539. A administração de Jorge de Menezes foi desastrosa, principalmente pelo tratamento violento que dispensou aos índios, na luta contra os quais acabou morrendo.